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Com a chegada do frio os vinhos ganham espaço na mesa do consumidor

Com a chegada do clima ameno os hábitos alimentares mudam para grande parte da população. A cultura da alimentação mais leve e bebidas refrescantes no período quente abre espaço para pratos mais substanciais, como massas e sopas, a fim de um cardápio que aqueça o corpo e dê mais energia durante os dias de frio. Assim como o alimento posto na mesa, as bebidas também mudam. A temporada de outono e inverno é associada ao maior consumo de vinho, principalmente os tintos, seja pela questão do teor alcoólico ser um pouco maior do que o das cervejas, por exemplo, como também pelo glamour e pela temperatura em que a bebida é servida.

Conforme pesquisa realizada pela Ideal BI Consulting, empresa de auditoria em importação e inteligência de mercado, o consumo médio anual de vinho entre os brasileiros com mais de 18 anos ultrapassou a marca de 2 litros em 2019. O valor é consideravelmente baixo se comparado com o mercado português — o maior do setor no mundo —, que consome em média 60 litros da bebida por ano. Ainda assim, a marca é histórica no mercado enológico brasileiro e espera-se que o valor continue a aumentar, visto que quanto maior o tato e a apreciação do consumidor com o produto, maior a curiosidade e busca por novidades.

Para conversar mais sobre o consumo de vinho e entender as tendências do mercado, conversamos com a diretora da área comercial e marketing da Vinhedos do Monte Agudo, Patrícia Ferraz. A Vinhedos do Monte Agudo é uma das parceiras do clube que atua diretamente na produção da bebida em Santa Catarina. Situada em São Joaquim, a 1.280 metros na Serra Catarinense, a marca foi fundada em 2004 e produz vinhos de alta qualidade em terroir de altitude com vinhas importadas da França.

Com a chegada das temperaturas amenas o consumo de vinho ganha destaque na mesa do consumidor. Quais são as tendências do setor enológico para a estação?
Com a mudança de estação mudam também os vinhos, principalmente devida a queda de temperaturas, geralmente é assim. Os pratos são feitos com comidas um pouco mais substanciosas e os vinhos também começam a ficar com mais corpo, as pessoas costumam dar preferência aos vinhos tintos, por exemplo.

Quais uvas são as preferidas dos catarinenses para consumo durante a estação mais fria do ano?
Não me atreveria a falar das uvas preferidas, mas sim dos tipos de vinhos. O mercado catarinense tem um altíssimo consumo de vinhos espumantes, vinhos brancos e vinhos rosés, porém, quando o friozinho se aproxima começam a pedir cada vez mais os vinhos tintos, até para harmonizar com os dias mais amenos.
Os tipos de uvas são escolhidos por gosto pessoal, mas por experiência própria e pelo que vejo em adegas próximas, os clientes costumam gostar bastante de uvas de vinhos mais encorpados, como Cabernet, Merlot, Malbec, Tannat e algumas outras portuguesas também. Esses são alguns exemplos, não são as únicas, são as mais pedidas e talvez as mais conhecidas.

A alimentação muda na mesa do brasileiro durante o frio. Massas e sopas entram para o menu, além das comidas típicas da época. O vinho também pode ser inserido nesse contexto?
Com a mudança de temperatura as pessoas procuram comidas de “conforto” e nada melhor para harmonizar com esse tipo de alimentação do que com um vinho tinto. Seja um tinto leve ou mais encorpado. Há inúmeras variedades de uvas e, portanto, de tipos de vinho tinto. Há opções de uvas mais leves com sabores e aromas mais frutados ou algo mais encorpado de uvas mais expressivas com passagem ou não por barrica para untuosidade ou para arredondar um pouco mais o tanino.

Espumantes, vinhos brancos e rosés são comumente degustados em climas quentes. Como inserir esses vinhos durante a estação fria?
Com certeza sim, as bebidas estão inseridas até no inverno aqui de São Joaquim. Por exemplo, quando as pessoas chegam aqui na vinícola, o melhor jeito de recebê-las é com uma taça de espumante. E durante as refeições, quando o visitante prefere peixes e carnes brancas ,dependendo dos molhos ou maneira de cocção, harmonizamos com vinhos brancos ou rosés. Sempre sugerimos essa harmonização.
Não há certo ou errado quando falamos em harmonização, há o gosto pessoal do consumidor. Por exemplo, dá para harmonizar vinhos brancos, rosés ou espumantes com massas e sopas. Tudo depende dos insumos utilizados e o modo de preparo dos pratos, todos os vinhos cabem em todas as estações. Para harmonizar com uma sopa que leve frango e verduras, pode-se servir o branco, espumante ou rosé. Uma massa com molho de tomate pode ser acompanhada de rosé ou espumante, o sabor ácido do molho de tomate vai cair bem com a acidez das duas bebidas.

O Brasil ultrapassou em 2019 o consumo anual de 2 litros de vinho por habitante, conforme a Ideal BI Consulting. E o ponto interessante é que o mercado nacional de vinhos ganhou destaque, principalmente pelo menor valor da garrafa. Além da questão financeira, por que as uvas brasileiras tem se destacado?
Creio que o destaque se dá principalmente porque as pessoas começaram a reconhecer, principalmente durante degustações às cegas, que em comparação entre um vinho brasileiro e um importado de mesmo valor, a qualidade das bebidas nacionais é superior. Os consumidores catarinenses nos últimos anos — conforme observação empírica — mudaram significativamente de comportamento, sobretudo os jovens de 18 a 45 anos. Esse público começou a frequentar a serra e a valorizar os produtos locais, entre eles os vinhos, é claro. Que também por terem qualidade acabam agradando não somente devido ao bairrismo.
As características de terroir, combinação de solo, altitude e amplitude térmica, fazem com que os vinhos da Serra Catarinense, em sua maioria, sejam elegantes em aroma e sabor, por isso a qualidade é um dos pontos altos. São vinhos que marcam pela acidez equilibrada e sabores macios quando prontos. As vinícolas dessa região trabalham com vinhos finos, ou seja, não temos uvas de mesa. E os vinhos doces são vinhos de sobremesa sem adição de açúcar.

E para aqueles que desejam inovar durante o período, há uvas ou vinhos que podem entrar no catálogo do cliente?
Sou do pensamento de que quanto mais se prova, mais se conhece. Então é interessante introduzir no consumo novas uvas ou tipos de vinhos. Existem vinhos frescos, leves, amadeirados, encorpados e também vinhos de mais de um tipo de conjunto destes. Por exemplo, as uvas leves não são as mais vendidas no Brasil, entre elas as mais conhecidas são Pinot, Syrah e Carbenet Franc, essa última menos conhecida. Existe uma infinidade de uvas vitiviniferas o mundo, seria impossível citar todas.
No mundo do vinho se fala muito sobre conhecer com litragem — provar muitas uvas e muitos tipos de vinhos — e quilometragem — em relação a provar vinhos de várias regiões do mundo, seja em casa ou in loco. São Joaquim, onde a Vinhedos do Monte Agudo está situada, é um desses destinos de provas. Quem ainda não tem vinhos nacionais na adega pode visitar as vinícolas e revendedores. Em muitos casos, os visitantes contam com promoções especiais.

Quem costuma ter garrafas de vinhos em casa deve tomar algum cuidado especial para conservação em temperaturas amenas?
O recomendado é não ter variações térmicas muito bruscas, nas adegas se indica a temperatura média de 2 graus de variação. Porém, quando guardamos vinhos em casa devemos ser mais realistas e cuidar que os mesmos não fiquem em um local com muita incidência de luz, manter o local de armazenamento escuro e fresco durante o dia e noite. Resumindo, o maior problema mesmo com a armazenagem é a incidência de luz no vinho.

Fonte: Revista Versar

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